Ontem fiquei bem impressionada com duas notícias, uma do menino chinês que tinha 11 dedos a mais e a outra foi a matéria do CQC em Barueri que está dividida em 4 partes no You Tube (Parte 1, parte 2, parte 3, parte 4)
Fui filosofando para o trabalho e cheguei a uma conclusão óbvia, mas acho que pouca gente se dá conta. Não gostamos do equilíbrio, estar dentro das normas, estar equilibrado simplesmente não tem graça. A irônia é que vivemos em busca desse equilíbrio, queremos tirar os dedos a mais do menino para ele ficar normal, queremos que a prefeitura de Barueri regularize seus funcionários e que tudo funcione como deveria. Se o menino tivesse nascido com 20 dedos e se a prefeitura tivesse agido corretamente, não nos interessariamos.

Nos filmes ocorre o mesmo processo, são duas horas de filme para se alcançar um equilíbrio que quando acontece é mostrado no máximo cinco minutos. E o que eu acho é que estamos invertendo, o equilíbrio e a normalidade deveriam ser ressaltados, e o desequilíbrio, caos, condenados. Só que aí são uns 500 anos até alguém gostar de um filme que está tudo bem 2hs e tem 2 minutos de conflito.
Somos seres conflitantes, vivemos muito bem obrigada na desordem e a verdade é que morremos de medo que fique tudo bem!
Pense nisso quando for criar seus personagens e assim com Yin e Yang somos a luz e a sombra, o bem e o mal, um não existe sem o outro.
3 Comments
O equilíbrio não tem graça, tanto é que as aulas de yoga duram só 1 hora.
A verdade é que o diferente é o q atrai. É a velha máxima de que, se o mundo fosse igual, seria muito chato! texto muito interessante.
Quero colocar o “a jornada do herói” no “Literatura Exposta”. É que tenho uma seção de inauguração de mês lá, onde eu coloco o q de melhor eu li na internet… não precisa ser do mês imediatamente anterior ao da seção. Basta eu achar o texto interessante. Então, se vc concordar, quero colocar lá, e fazer uma apresentação do seu blog no mesmo post.
Um abraço!
Já te mandei e-mail!
bjs