Roteiro Sem Rumo

Para quem ama roteiros.

Cursos de roteiro no Rio e em Sampa

Agosto12

O Rio de Janeiro está cheio de novos cursos de roteiro e cinema, não posso falar nada pq não conheço os docentes, mas se alguém souber comenta aqui.

Curso Film & Television Business – Formação Executiva em Cinema e TV.

Laboratório Sesc Rio de roteiros para cinema infantil.

A Cinédia está com inscrições abertas para Curso de Introdução ao Roteiro de Dramaturgia para TV, com Aloyzyo Filho, que começa em outubro.Informações pelo tel: (21) 2221.2633 ou e-mail: cinediacenacriativa@gmail.com

O PEC – Pólo da Economia Criativa realizará cursos, encontros, oficinas e palestras nas áreas de Cinema e TV, Música, Gastronomia, Editorial e Moda. Já estão abertas as inscrições para os seguintes cursos: Enquadramento de Projetos Audiovisuais em Leis de Incentivo, O Caminho das Pedras para Publicar um Livro e Preparação de Originais.

É no Alto Gávea, Rua Alexandre Stoclker, 40. Inscrições e maiores informações com: Gabriela ou Ernesto no telefone 21 2521-6215 ou pelo info@arta2consultoriaeprojetos.com

Cursos em São Paulo:

O B_arco

Curso na bienal do livro em São Paulo a partir de sábado

Cursos no Memorial da América Latina

Ps: Já falei aqui e várias escolas bacanas para fazer curso de roteiro em todo o Brasil, mas com foco em São Paulo.

Para quem está sem grana ou sem tempo:

Manuais de cinema liberados para download

A partir de hoje no final do post vou deixar alguns links blogs de colegas roteiristas.

Blogs

http://cinefusao.blogspot.com/

http://cronicasdomancuso.blogspot.com/

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Como formatar um roteiro

Maio26

Para escrever um roteiro além de ter boas idéias, estudar a estrutura de um roteiro, sentar, escrever, ler reler você precisa entregar o roteiro formatado.
Aqui no Brasil não existe uma regra fechada em relação a formatação, mas há um certo consenso. Roteiros de televisão, não ficção principalmente são feitos em duas colunas paralelas na vertical, uma para áudio (falas) e outra para vídeo (o que vai aparecer e ações). Roteiro de ficção para televisão eu já vi nos mais diversos formatos. Há roteiristas que continuam usando o sistema de duas colunas. Há outros que trazem um pouco do roteiro de cinema para eles. Aqui há um site com laudas de televisão para jornalismo, mas o link de lauda de TV é usado para formatar quase todos os roteiros de televisão.
O roteiro de cinema é mais metódico, o Hugo Moss por exemplo tem um manual on line de como formatar o seu roteiro com especificações de espaçamento, medida das margens.

Tudo isso é frescura? De jeito nenhum, um roteiro formatado ajuda os atores que sabem facilmente onde estão suas falas. Para a produção um roteiro formatado é importantíssimo por que é a partir de tudo o que está escrito nas descrições que se faz a produção. Descrição de ambientes, personagens, ações e quais objeto são usados em cada cena, quantos atores há. Para o diretor um roteiro formatado significa tempo cronometrado. Cada lauda de roteiro tem um minuto. Só de contar páginas já da pra saber o tempo do filme. Em televisão também se usa o roteiro com um minuto por lauda.
Para facilitar a nossa vida foram criados os softwares de formatação de rorteiro. Eu uso o Final Draft e acho muito excelente. Ele tem opções para a escolha do formato como filme, série de Tv, documentário. Logo depois você já escreve na ordem certa, lugar, tamanho espaçamento, tudo pré formatado e cada linha do roteiro com seu conteúdo. Então temos a linha do cabeçalho, da descrição, do nome do personagem, da ação, da fala, do final da cena e assim vai. Para quem quer escrever um filme com mais de cinco páginas eu recomendo muito usar o software de roteiro, por que se não no final você acaba gastando mais tempo coma formatação do que com a própria criação do roteiro.
Aqui achei na página do site roteiro de cinema com muitos softwares para roteiristas, já ouvi falarem muito bem do Celtx também.

Organize-se

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Redes Sociais

Maio20

Minines, tem que estudar! Uxi, trabalho com redes sociais, to virando uma nerd de carteirinha manjando de todos os serviços do Google, de SEO Search Engine Optimization que deixa sua página bem posicionada no Google pra todo mundo clicar nela e mais pessoinhas lerem o que tem no seu site. Legal né? Não é tão fácil como parece.

To estudando o que fazer nas redes sociais, o que as marcas estão fazendo que dá certo, o que não deu (tipo o caso da Fiat que saiu nesse ótimo site Mídias Sociais) e tendo idéias. Hoje em dia eu não sou uma simples usuária de redes sociais, eu trabalho com isso, toco mil contas de twitter, blogs, facebook, orkut (belive me essa ainda é a maior rede social no Brasil, pra quem acha que o orkut morreu, repense.) Existem ferramentas para saber por exemplo quantas pessoas clicaram no link que você colocou no seu twitt, quantas deram RT, quantas começaram a te seguir depois disso, quantas pararam. Nos blogs é que uso as ferramentas de comparação de palavras como por exemplo o google insights search que o site ferramentas blog ensina a usar

Estou falando isso tudo por que hoje não dá para ser o melhor roteirista do Brasil e não saber usar um software de roteiro, não ter noção técnicas de como se faz um filme, das possibilidades tecnológicas que são oferecidas, e do quanto de trabalho isso pode dar. Hoje dá para um roteirista escrever sem medo um roteiro que tenha um helicóptero sem se preocupar com a locação de um e sim com a contratação de um bom editor que conhece efeitos especiais, e isso normalmente são até duas pessoas diferentes.

Vou fazer um post especial sobre os softwares de roteiro, se não desvio do assunto e isso não é bom em termos de SEO.

Sejam nerds e fiquem ricos. (to tentando)

Robert McKee palestra na AIC II

Maio13

Aqui segue a segunda e última parte das minhas anotações na palestra do guru dos roteiristas Robert McKee na AIC, quarta feira a noite.

Ele deu uma visão geral do que era o gênero épico. Filmes épicos são aqueles que as consequências das ações afetam milhares de pessoas, até civilizações inteiras.

Depois começou a falar do significado de imagens, objetos, palavras do seu filme, eles tem sim que ser elevados, ter mais significado do que o simples literal, mas isso deve ficar no inconsciente da platéia, para as pessoas se envolverem com a história. Se você deixa um objeto cheio de símbolos e se a platéia percebe esses significados todos, o objeto simplesmente perde todo o sentido. É uma linha tênue entre o literal e o simbólico sem exageros para nenhum dos lados.

McKee diz que roteiristas não acreditam neles mesmos, já tem o preconceito de que diretores vão mudar suas histórias, atores vão distorcer ainda mais então não se dão ao trabalho de fazer um trabalho completo, competente. Ele quer dizer que o roteirista deve criar um sistema de imagens, assim quando o diretor pegar o roteiro para interpretar ele vai seguir exatamente a linha do roteirista, afinal as imagens estão claras. Não é para ficar descrevendo planos hein, é para descrever melhor lugares e situações de um jeito que não haja margem para dúvida.

O melhor é que ele diz que os diretores tem inveja dos roteiristas, afinal eles não conseguem criar nada, eles apenas interpretam o que já foi criado. Logicamente ele depois desse comentário ressaltou a importância de ter uma pessoa que interprete bem o seu roteiro na sua equipe, um bom diretor.

A diferença entre um bom filme e um ótimo filme é o diretor.

A diferença entre um bom filme e não ter filme nenhum é o roteirista.

Os diretores que querem escrever roteiros normalmente fazem adaptações de livros, o problema é que isso é muito difícil, afinal não dá para filmar pensamento.

Uma revelação interessante foi que ele acha curtas metragens de 10, 20 min no máximo muito mais difíceis de fazer do que longa. Se você consegue fazer bons curtas, o longa será literalmente apenas uma extenção natural.

E a melhor parte deixei para o final: Mckee afirma que não consegue detectar nada de realmente novo no cinema dos últimos 20 anos. Em compensação ele disse que as grandes inovações estão na TELEVISÃO com as séries, principalmente as da HBO como Sopranos, ele adora o Tony Soprano. Também deu o exemplo do Beleza Américana que ganhou 5 Oscas inclusive o de melhor roteirista para Alan Ball. Depois disso Holywood simplesmente rejeitou todos os outros roteiros que Alan Ball apresentou, acharam muito dark. A HBO deu carta branca e ele só criou a série Six Feet Under.

Talentos estão migrando para as séries de Tv que pelo jeito estão ousando cada vez mais e Hollywood está cada vez mais conservadora…

Por último Mckee disse que quando recebe um roteiro para ler ele não quer pensar em nada, quer apenar experienciar, imaginar a história sem ter que pensar em mais nada do começo ao fim.

Ficam aqui as lições do mestre, quem quiser ver ele falando (em inglês) aqui vai uma ótima palestra do McKee com transcrição indicada pela Ivana de um dos grupos de roteiro que participo.

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McKee palestra na AIC

Maio12

Ontem a noite tive a oportunidade de ver um teaser do que vai ser a palestra do McKee aqui no Brasil, mas vou ficar so no teaser mesmo, não vou na palestra.

Aqui algumas coisas interessantes que ele falou e eu anotei.

Ele começou dizendo que as histórias são espelhos de nossas mentes (falei um pouco disso no post espelho meu)

Quanto ao personagem principal, ele quer sempre restaurar o equilíbrio que foi perdido no começo da história, assim ele tem esse desejo consciente. Em uma hoistória mais profunda o desejo inconsciente do personagem principal é contrário ao consciente, criando dois conflitos, o externo (personagem e meio) e interno (com ele mesmo)

McKee pensa que a metafora para achar o sentido da vida é internacional, ultrapassa qualquer barreira cultural, assim são universais.

Temos que lembrar que a história é formada através de escolhas que o personagem faz, e ele tenta sempre escolher o melhor caminho para conseguir o que quer.

Ele contou que quando era professor na USC - University of Southern California dava um tipo de trabalho, 5 vezes seguidas durante 1 semestre. Ele pedia para os alunos de roteiro fazerem um filme de cinco minutos só com imagens. Eram 5 desses durante apenas 1 semestre, a taxa de alunos querendo se matar era muito alta segundo ele hehhe. Segundo Mackee isso desafia as mentes e nós roteiristas devemos fugir do caminho mais fácil que é ficar no blá blá blá e partir para coisas desafiadoras que vão instigar o espectador.

Perguntaram sobre o Education Plot que é quando o personagem aprende algo na história. Ele disse que o melhor exemplo dos últimos tempos é o filme Up In The Air que em português é Amor Sem Escalas (quem traduz isso???), em que o personagem principal acha a vida dele maravilhosa, embora todo mundo veja claramente que é uma vida vazia, sem sentido. No decorrer do filme ele vai percebendo que a vida dele é realmente supérflua (sempre achei que fosse supérfula, que deve ser uma pessoa muito brava), e agora o desafio é viver essa vida que ele escolheu ter. Outros exemplos são Sideways e Lost In Translation.

Mckee não é nada fã de Voice Over, chamamos de narração em off (imagem passando, pessoa falando sem aparecer, só a voz). Ele diz que explicar o que está na tela para todo mundo ver é assinar o atestado de demência do espectador. Se for usar esse tipo de narração o ideal é que o texto falado se contraponha as imagens mostradas, assim cria-se um clima irônico e inteligente como curta Ilha das Flores do Jorge Furtado.

Ufi, amanhã escrevo a outra metade do que o velhinho tagarela jogou na gente (se você clicar na imagem abaixo vai cair em um site de algum português(a) que fez uma breve entrevista com ele)

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O que é Feed? E RSS?

Abril26

Que raios é isso??? Esses nerds malditos não param de inventar siglas na web só pra nos confundir.

Se você pensa assim, seus problemas acabaram!!! Chegou o manual Roteiro Sem Rumo para pessoas que tem vida social!

Feed e RSS é a mesma coisa?

Que eu saiba sim.

Pra que serve?

Quando você inscreve um feed de um blog você vai receber todos os novos posts em um lugar só e vai ser avisado sempre que um novo post aparecer.

Que lugar é esse que vão aparecer os posts?

No Google Reader.  É só você entrar com os dados da sua conta do Google. Lá dentro no primeiro botão da página está escrito “Adicionar inscrição”. Clica lá, copia e cola a URL do meu site www.roteirosemrumo.com e adiciona. Faça isso com todos os blogs que você frequenta, assim ao invés de ficar pescando pela web, você já vê tudo de uma vez só em um único lugar! Até que esses nerds são espertos!

Depois ainda dá pra seguir pessoas e ver o que elas compartilham, dá para compartilhar posts que você curtiu com as pessoas que te seguem, dá pra ver tudo isso no Buzz, mas aí é uma aula mais avançada.

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Cursos de roteiro no Brasil

Abril6

Já passei por um monte de curso por aí e acho que vale a pena ter um professor pra te ensisar tanto o básico quanto alguns truques mais avançados. Ler livros ajuda bastante, já falei aqui do Story do Mckee e da Jornada do Escritor do Vogler.

A Escola Internacional de Cinema, AIC é muito bem conceituada e conheço gente que fez e elogiou muito. Pode ser uma boa opção lá tem diversos cursos de roteiro e alguns mais avançados de cinema.

Tem a famosa Casa do Saber, fui ver uma aula da Eliane Caffé lá em um curso que estava sendo ministrado pelo Rubens Ewald Filho e amei, ela é ótima, as pessoas estavam super interessadas e como é mais elitizado todos vem com uma boa bagagem cultural. Alguns dos cursos de cinema da unidade dos Jardins em SP.

Gostei muito do site da Escola São Paulo, mas não tenho nunhuma referência de lá. Eles estão oferecendo um curso de roteiro básico para cinema.

No Rio, lá no Jardim Botânico,  vai ter um curso avançado com José Carvalho (que até esse minuto eu não sabia quem era, mas há muito roteirista bom que não é famoso), tem mais informações nesse blog de cursos de roteiro

Mais uma escola  no esquema da Escola São Paulo é a B_arco, achei o site lindão, eles tem vários cursos, mas tenho zero de noção se é bom, essa é a parte de cursos de cinema

A FAAP maravilhosa abriu um curso de Cinema, Psicanálise e Cultura Pós-Moderna, a professora foi minha professora na faculdade, preparem-se para ler muito e fundir seus neurônios.

A PUC tem um de Literatura e Cinema que deve ser beeem interessante. tanto a PUC quanto a FAAP tem pós em roteiro, mas acho que não dá mais para se inscrever, mas fica a dica para quem fizer os cursos gostar e quiser se aprofundar ano que vem.

A USP também tem pós em Meios e Processos Audiovisuais, o site mudou agora, mas acho que ainda deve dar pra ver quais são as aulas. No ano retrasado entrei de ouvinte nas aulas do Roberto Moreira, foi sensacional e de graça.

Há pouco tempo fiz um post sobre cursos nos EUA.

Estudem e se divirtam nos cursos.

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Curso de Roteiro nos EUA

Março25

Minha amiga está embarcando hoje para NY e eu fiquei com dor de cotovelo.

Pra quem vai ter férias agora que é verão na gringa e ta afim de investir é uma boa pesquisar os summer programs de screenwriting. Como eu sou muito legal já fiz isso para você e te dou tudo mastigado, é só escolher e ir.

Pesquisei em Nova York e Los Angeles. Pelo que parece os cursos de LA levam a coisa mais como indústria mesmo. Os de NY conseguem se desprender e ir mais pro lado da arte. Uma coisa é certa, roteiro de cinema e televisão eles sabem fazer, e muito bem. Ao invés de se enfiar em curso do roteirista que ajudou o pai da amiga da tia a escrever uma linha daquele longa, foque no certo.

Vamos começar com a New York Film Academy a NYFA que tem diferentes cursos de screenwriting, inclusive o Master in Fine Arts (MFA) que é o mestrado em artes deles.

Tem a New York University a NYU que tem cursos de todas as áreas inclusive cinema e os cursos de roteiro são em módulos.

E por fim a poderosa Columbia University mundialmente conhecida por seu ótimo ensino, que pelo que eu vi tem o MFA para screenwriting do bom.

Lá pro nosso lado latino temos a University of California, Los Angeles UCLA com cursos de verão e outros mais longos

Por fim a University of Southern California, USC com cursos que podem te levar aos grandes executivos de Hollywood.

Junte seus dólares e embarque. Se alguém já fez algum desses ou outro curso nos EUA coloque sua experiência aqui!

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Resumo da Jornada do Herói

Março17

Ok, ontem me empolguei. Nunca antes na história desse blog eu havia feito um post tão grande. Entende que você leitor/a trabalha e corre contra o tempo para conseguir realizar todas as tarefas do dia. Por isso vou fazer um “copy” “paste” do resumo do livro do Christopher Vogler, A Jornada do Escritor. Assim, isso pode virar material de consulta sempre.

1. Os heróis são apresentados no MUNDO COMUM, onde

2. recebem um CHAMADO À AVENTURA.

3. Primeiro, ficam RELUTANTES, ou RECUSAM O CHAMADO, mas

4. num Encontro com o MENTOR são encorajados a fazer a

5. TRAVESSIA DO PRIMEIRO LIMIAR e entrar no Mundo Especial, onde

6. encontram TESTES, ALIADOS E INIMIGOS

7. Na APROXIMAÇÃO DA CAVERNA OCULTA, cruzam o Segundo Limiar,

8. onde enfrentam a PROVAÇÃO

9. Ganham sua RECOMPENSA e

10. são perseguidos no CAMINHO DE VOLTA  ao Mundo Comum.

11. Cruzam então o Terceiro Limiar, experimentam uma RESSURREIÇÃO e são transformados pela experiência.

12. Chega então o momento do RETORNO COM O ELIXIR,  a bênção ou tesouro que beneficia o Mundo Comum.

Vou repetir que esse é um dos caminhos e que fazer um filme não é só isso, preencher esses passos é uma das muitas etapas para se fazer um bom filme ok?

Bons roteiros.

ps: ainda faço mais um post hoje!

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A Jornada do Herói

Março16

Hoje de manhã eu estava filosofando sobre os comportamentos humanos e percebi que cai na velha armadilha da padronização. Nós, humaninhos, queremos entender o que aconteceu, o que está acontecendo e a informação mais valiosa de todas; o que vai acontecer. Por isso passamos a vida tentando achar padrões, ficamos mais tranquilos com isso e viramos ratinhos de laboratório na lei comportamental básica. Se aperto o botão vermelho e dá choque e o verde me dá comida repetidas vezes, na minha cabeça se forma um padrão de que vermelho é ruim e verde é bom. Agora estenda isso para ações e reações da sua vida, simples mas complexo. Os filmes nada mais são do que a representação de um padrão para as nossas próprias vidas. Por isso decidi aqui colocar a jornada do herói que vem do livro “A jornada do escritor” de Christopher Vogler.

Para escrever um filme o seu personagem principal deve passar por estágios e mudanças. Ele faz um guia do que pode ser um padrão para o seu filme dar certo (ele mesmo diz que é só um guia, um de muitos caminhos a serem seguidos, cuidado com o gesso)

Primeiro o seu herói está no mundo comum dele. Por exemplo, um cara em casa, acorda, sua noiva faz tudo, ele mal fala, nem ouve o que ela diz, dá um beijo sem graça e vai para o trabalho.. coisas aparentemente banais, mas que darão força ao próximo passo que é o chamado a aventura. É aquela frase. “tudo estava bem até que….” o cara está no trabalho até que uma nova chefe entra em seu departamento e ela é simplesmente maravilhosa.

Então há a recusa do chamado (nesse caso o chamado é ficar com a chefa bonitona) ele recusa pois sabe que não pode ter relações pessoas no trabalho e está noivo, prestes a casar com a mulher que namora há 10 anos, ele é totalmente machista e ela submissa e vão casar para ela ficar em casa esperando o marido, presa na vida dele.

Assim nosso querido amigo vai para um bar pensar na vida, o que deve fazer em relação a mulher que o abalou totalmente, acontece o encontro com o mentor. Alguém que lhe diz o que deve fazer. Pode ser um amigo, o pai, alguém que fala para ele aproveitar enquanto há tempo, que essa vida é só uma, essas coisas.

É neste momento de aceitação do desafio que acontece a travessia do primeiro Limiar, é ai normalmente que o filme realmente começa. Ele vai investir na chefona e a acabar com a noivinha, começa então uma nova fase com testes aliados e inimigos. Ele vai ter que sair com a turma da nova chefe, e impressioná-la, esses podem ser bons testes, vai ter gente o ajudando a passar nesses testes e  inimigos como a ex-noivinha revoltada.

Acontece então a aproximação da caverna oculta ( o nome é sugestivos para mentes sujas, e em um filme romântico não podemos deixar de descartar esse pensamento rs) é a hora que ele vai sair com a chefona bonitona que está apaixonado.

Vem então a provação, ele não pode só sair com ela, tem que fazer valer, e para dar mais força é ai que saberemos se o herói quer mesmo largar tudo para ficar com ela, então pode aparecer o chefe geral do escritório, e até a noivinha revoltada. Se ele ficar com ela saberemos que está comprovando que vai trocar seu casamento e seu emprego pelo amor verdadeiro.

Depois que ele fica com a mulher que ama e desiste do seu emprego e casamento ele tem uma recompensa. Que pode ser a recíproca do amor verdadeiro.

Mesmo assim vamos agora para o caminho de volta (para o mundo comum), em que ele ainda é assombrado agora ainda mais pela ex e pelo fato de estar desempregado, é nessa hora que dá um jeito de dar um basta nessa noivinha chata e ainda luta por uma boa vaga de emprego a conquista.

Depois que tudo isso acontece ainda temos a ressurreição, onde de novo o amor verdadeiro é posto a prova para ele. Ela começa a trabalhar muito, ganha mais do que ele e isso interfere na relação, eles tem que entrar em um acordo. Chegam a brigar, quase se separar e ai percebemos que o herói realmente mudou, que ele entende o lado dela e sabe que não é humilhação ganhar menos do que a mulher por que está fazendo o que gosta e o  mais importante, está com a mulher que ama.

A última etapa da jornada é o retorno com o elixir, onde o herói retorna ao mundo comum mas com uma clara diferença do seu mundo comum que apareceu no começo do filme, ele aprendeu uma lição no mundo especial. Ele se casa com a bonitona e ele em seu cotidiano ajuda em casa, faz o que for preciso para manter um lar feliz

Ou seja esses doze passos podem aparecer no seu filme em outra ordem algum deles pode ser retirado, e se fosse só preencher esses passos para ter um bom filmem qualquer um ganharia o Oscar, todos sabemos que um filme é bem mais complexo que isso. Mesmo assim se você é relutante a fórmulas não se esqueça que primeiro devemos aprender a pintar uma paisagem perfeita (por mais sem graça que isso possa parecer hoje em dia é bem difícil de aprender a pintar essa paisagem) para depois poder desconstruí-la e  enche-la de rabiscos e criar uma nova forma de arte, não dá pra não saber pintar o perfeito e já ir direto para o rabisco.

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