Casamento
Primeiro quero falar que to chiquezinha, descobri (demorou e tomei de uns 15×1) como fazer para que vocês, meus queridos leitores, compartilhem os meus posts. Agora está fácil, é só escolher a rede social e clicar ai em cima. Achou o post legal, compartilhe!
Nesse mês eu consegui ir em dois casamentos em um mesmo final de semana. Um achava que ia ser uma arraso, e o outro tinha grandes chances de ser um mico. O primeiro era em um buffet chiquérrimo de sampa, com toda a high society, e aí que estava o problema, entucharam o lugar de gente, mal dava pra sentar, o clima era de “mmm quem é você? aposto que você sabe meu sobrenome.” poses fakes pra todo lado, clima mais formal impossível. Não tinha lugar pra todo mundo sentar e comer, a balada que prometia ser a melhor do mundo foi um mico sem tamanho, fui embora super cedo.
No dia seguinte fui em um casamento em um sítio, longe, teria que dormir lá. Os noivos montaram uma tenda no jardim, todo mundo ajudou um pouco a montar, decorar, colocar os docinhos nas bandejas (essa fui eu) e na hora da festa todos sentiam orgulho (ficou realmente lindo) e sentiam que eram parte daquilo. Só tinha gente que conhecia bem os noivos, que realmente deseja a felicidade deles, não preciso nem dizer que fui uma das últimas a ir dormir feliz da vida!
Estou escrevendo isso pois estou lendo o livro do Joseph Campbell, O Poder do Mito. É uma entrevista que o Bill Moyes fez com ele na Tv, a série virou livro. Foi o Campbell que escreveu O Herói de Mil Faces que inspirou o Vogler a fazer a jornada do herói. Compreendeu?
Campbell fala da importância do mito, e de como todas as histórias estão na mitologia. Hoje você pode pensar que lê ou assiste algo completamente novo, mas a base com certeza é mitológica. Quem é roteirista tem o dever de conhecer pelo menos o básico. Em relação ao mito Campbell começa a falar do casamento, “O que é casamento? O mito lhe dirá o que é casamento. É a reunião da díade separada. Originalmente vocês eram um. Vocês agora são dois, no mundo, mas o casamento não é senão o reconhecimento da identidade espiritual. É diferente de um caso de amor, não tem nada a ver com isso, É outro plano mitológico de experiência…”
“A imagem chinesa do Tao, com a treva e a luz interagindo, mostra a relação entre yang e yin, masculino e feminino, e é isso que vem a ser o casamento… O casamento não é um simples caso de amor, é uma provação, e a provação é o sacrifício do ego por meio da qual dois se tornam um.”
Na sequência ele diz que os rituais perderam a sua força e hoje os jovens criam seus prórpios mitos, não há segurança pois não há mais o estudo do mito para compreender o homem e o mundo. Achei polêmico. Será que temos que encarar casamento como sacrifício? No meio de tanta gente será que as pessoas realmente conseguem reconhecer seu eu anterior?
Casamento ainda é muito marcante, felizmente, e rende ótimas histórias para o cinema. Separei 5 filmes que amei com o tema;
Casamento Grego
Quem quer casar com Mary
Quatro Casamentos e Um Feneral
O Casamento do meu Melhor amigo
O Casamento de Rachel




