Hora do almoço, que hora mais feliz! Ou não… Para quem almoça sozinho e pede a companhia da Tv, nossa quanta desgraça. É pior que a tia-avó que te puxa para o canto no Natal falando que ela não está muito boa, e começa a contar uma atrás da outra.
Os telejornais estão insuportáveis, comer vendo aquilo é regime na certa. Então escolho outro canal até que me deparo com o Chaves! Que genial, quanta bobagem boa. Não é a toa que o seriado passa no Brasil desde 1984 (com uma pausa de 2 anos entre 2003 e 2005) e vai bem até hoje, de tão bom é atemporal. Em certas épocas bateu recordes de audiência e deu muita dor de cabeça para a Globo. Em 1990 deu 36 pontos, esse foi o maior pico.
Chaves pra quem não sabe chama “El Chavo” em espanhol, que significa “o menino”. Ou seja, o Chaves nem nome tem, é um garoto pobre que representa grande parte da população dos países latinos. Roberto Gómez Bolaños, famoso pelo apelido Chespirito era quem fazia os roteiros, produzia e ainda encarava o papel principal.

Qual o segredo do sucesso? Não sei. Sei que há tanto piadas óbvias para que adivinhemos algo antes de acontecer, quanto falas surpreendentes das crianças. Aprendi a gostar de Chaves mais velha, antes achava bobo. Há episódios clássicos como “olha o disco voador” músicas como “que bonita sua roupa” e bordões “ninguém tem paciência comigo”. São personagens caricatos, tudo bem farsesco, mas com a tarefa cumprida de mostrar o cotidiano de uma vila pobre.
Só sei que deixo a tia-avó reclamona de lado e me divirto horrores com as crianças que brincam na Tv durante o almoço.
3 Comments
Interessante como “Chaves” não sai de moda. Eu sou capaz de rir 100 novas vezes da mesma piada, com as mesmas expressões dos atores. É incrível. Não me lembro de um outro seriado na TV que conseguisse essa proeza.
Chaves é genial. Desde criança sempre assitia à série todos os dias. Eu também achava bobo, mas eu era boba igual! hehehe! Lembro que no colégio tinha uma menina que a mãe proibia de assistir ao Chaves e eu odiava quando tinha que fazer trabalho na casa dela, porque a gente nunca podia ligar a TV pra ver o melhor episódio.
Depois de anos encontrei essa menina de novo, fiz auto-escola com ela, óbvio que assim que eu tive a primeira oportunidade, eu perguntei a ela: E aí, ainda não viu Chaves? Ela riu e respondeu simples assim: Vejo sempre!
Hehehehe!
Enfim, espero que a sua tia avó não visite o seu site tão cedo rs*
Minha mãe também não me deixava assistir Chaves! Eu fugia pra casa da vizinha pra assistir este programa e também a grande “Tieta do Agreste” – o problema é que a anta aqui chegava em casa no alto dos seus 5 anos e chamava a mãe de “mainha” com os sotaque bem carregado…foi o fim dos programas clandestinos….