Uma coisa que fica na minha cabeça quando eu penso nisso é simplesmente a pergunta, o que é trabalho? É aquilo que a gente faz para ganhar dinheiro no final do mês? É aquilo que a gente tem que pensar bastante pra fazer e gasta um bom tempo?
Já me meti em mil grupos de roteiro que tomavam um bom tempo de uma noite de dia de semana, e depois ainda tinha “tarefas” para o próximo encontro. Fi-lo porque qui-lo. Fazer aqueles mil projetos deu um trabalhão, não ganhei um centavo, pelo contrário, mas valeu cada minuto investido.
Ser roteirista dá um trabalho joselito. A gente tem que ter mil idéias, normalmente a primeira é o maior clichê do mundo. Depois temos que digerí-las, colocá-las no papel, ler, reler, imaginar, ler em voz alta, cortar (Drummond já dizia que “escrever é a arte de saber cortar palavras”) reescrever, ler em voz alta, cortar, reescrever. Sim tudo isso para uma coisa que você vai ver em duas horas (no caso de filme) vai rir, chorar, comer pipoca, dar um beijo no namorado bem naquela fala que demorou horas para sair, e achar legal! Um roteiro de filme demora quase um ano para ficar pronto, entre sinopse, personagens, argumento, primiero tratamento, segundo, infinito tratamento, mudança do diretor, pitaco do ator (que todo roteirista fica muito p da vida com isso) e assim vai.
Pra quem vê um roteirista como um cara que tem um vidão, passeia no parque a tarde, vai na livraria dar uma olhada, senta pra escrever de vez em quando, agora já sabe:
SER ROTEIRISTA DA UM TRABALHÃO!!!
Ter ideias boas deve ser tão difícil quando ficar o dia todo analisando números e relatórios. Cada profissão tem seu desafio, então vamos acabar com aquele preconceiro bobo de que povo de comunicacão tem mo vidão e o povo de exatas se mata de trabalhar e deve ser mais reconhecido por isso.
deu trabalho ter essa ideia:
One Comment
mó vidão…