Ontem a noite tive a oportunidade de ver um teaser do que vai ser a palestra do McKee aqui no Brasil, mas vou ficar so no teaser mesmo, não vou na palestra.
Aqui algumas coisas interessantes que ele falou e eu anotei.
Ele começou dizendo que as histórias são espelhos de nossas mentes (falei um pouco disso no post espelho meu)
Quanto ao personagem principal, ele quer sempre restaurar o equilíbrio que foi perdido no começo da história, assim ele tem esse desejo consciente. Em uma hoistória mais profunda o desejo inconsciente do personagem principal é contrário ao consciente, criando dois conflitos, o externo (personagem e meio) e interno (com ele mesmo)
McKee pensa que a metafora para achar o sentido da vida é internacional, ultrapassa qualquer barreira cultural, assim são universais.
Temos que lembrar que a história é formada através de escolhas que o personagem faz, e ele tenta sempre escolher o melhor caminho para conseguir o que quer.
Ele contou que quando era professor na USC - University of Southern California dava um tipo de trabalho, 5 vezes seguidas durante 1 semestre. Ele pedia para os alunos de roteiro fazerem um filme de cinco minutos só com imagens. Eram 5 desses durante apenas 1 semestre, a taxa de alunos querendo se matar era muito alta segundo ele hehhe. Segundo Mackee isso desafia as mentes e nós roteiristas devemos fugir do caminho mais fácil que é ficar no blá blá blá e partir para coisas desafiadoras que vão instigar o espectador.
Perguntaram sobre o Education Plot que é quando o personagem aprende algo na história. Ele disse que o melhor exemplo dos últimos tempos é o filme Up In The Air que em português é Amor Sem Escalas (quem traduz isso???), em que o personagem principal acha a vida dele maravilhosa, embora todo mundo veja claramente que é uma vida vazia, sem sentido. No decorrer do filme ele vai percebendo que a vida dele é realmente supérflua (sempre achei que fosse supérfula, que deve ser uma pessoa muito brava), e agora o desafio é viver essa vida que ele escolheu ter. Outros exemplos são Sideways e Lost In Translation.
Mckee não é nada fã de Voice Over, chamamos de narração em off (imagem passando, pessoa falando sem aparecer, só a voz). Ele diz que explicar o que está na tela para todo mundo ver é assinar o atestado de demência do espectador. Se for usar esse tipo de narração o ideal é que o texto falado se contraponha as imagens mostradas, assim cria-se um clima irônico e inteligente como curta Ilha das Flores do Jorge Furtado.
Ufi, amanhã escrevo a outra metade do que o velhinho tagarela jogou na gente (se você clicar na imagem abaixo vai cair em um site de algum português(a) que fez uma breve entrevista com ele)